O que incomoda à elite e à classe média brasileira

Eu assisti no dia seguinte ao descalabro da Cristiana Lobo Mau dizendo, no jornal da globo news, que a candidatura do Aécio tinha tomado ares de esquerda com o apoio da amiga de infância da (bo)Neca do Itaú, uma reportagem sobre o aumento de pessoas que hoje deixaram os ônibus interestaduais e passaram a andar de avião.
Tinha até um quadro comparativo. Super interessante. Não só os dados, como a tela inteligente. Porque nesse quesito eles dão um banho…
Como eu não estava com lápis e papel na mão, não pude anotar pra mostrar aqui pra vocês. De vez em quando a globo tem uns surtos apopléticos, se paralisa diante do óbvio, e se rende a ele. Tipo o blogueiro que não teve como não se render na história do debate.
Tentei de tudo que é jeito achar a danada da matéria pela internet, mas não consegui. Na edição virtual do tal jornal, tinha tudo que era matéria. Menos essa.
Esquisito, né? Eu achei.
Bom, vai ver que eu não soube pesquisar…
Mas era uma coisa absurda a quantidade de brasileiros que deixaram os ônibus e passaram a voar.
Até o Vidor, aqueeeeele fofinho da gravatinha borboleta, ficou pasmo e disse: “É… Hoje só não anda de avião, quem tiver medo de altura.”
Eu levei ate um susto! Até você Vidor? Mas que coisa, heim???
Aí, eu fiquei aqui com meus tico e teco.
Num será que é esse tipo de coisa que incomoda tanto a elite brasileira e até parte da classe média?
Se sentar numa cadeira de avião ao lado daquele que trabalha na sua casa?
Pode ser…
Sabe porque que eu acho isso?
Uma vez eu li uma crônica do cineasta que largou o cinema e se apropriou do título de jornalista-analista, o jabor, dizendo que os aeroportos estavam insuportáveis, muita gente voando, cheios demais… Ô sujeitinho…
Mas nem é por conta dessa belezura dele que eu acho isso não. Na minha cabeça, ele não tira nem põe.
Mas olha só:
O economista-chefe dos tucanos, quem dita pra que lado vai descambar a política econômica deles, se chegarem à presidência, como já ditou no governo do sociólogo, já disse com todas as letras.

– O SALÁRIO MÍNIMO TÁ MUITO ALTO.
– UMA CERTA DOSE DE DESEMPREGO É SAUDÁVEL.
E ó o povo votando no FHCboy?
– Cuidado heim galera! Ele não deixou claro que dose é essa não, viu??

Eu não fiz economia não, mas onde será que tá escrito isso? Saudável pra quem e por quê?
Tô falando sério. Eu queria conversar com esse moço. Alguém aí tem o email dele? Eu queria entender essa lógica.

Hoje eu estava lendo a fala do Lula em um comício em São Paulo. Eu retirei dois trechos que, infelizmente, me fazem chegar a essa minha triste conclusão.

– “Houve um tempo nesse país que quem ganhava só um SALÁRIO MÍNIMO não podia sonhar com casa própria, um tempo em que a gente agia como um vira-lata, pedindo licença para outros países do que a gente faria e um tempo em que só se governava para um terço da população”.

– “O filho da emprega doméstica, hoje, está sentado ao lado da sua patroa.”

Incomoda sim, meus leitores, à elite brasileira, ver o pobre deixando de ser pobre.
Triste, né???

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