Cansada não! Exausta!!!

bora contar causo…

Eu estou sempre à esquerda do povo. Que coisa, né???
Mas é assim: problema sério que afeta a sociedade brasileira:
Hipertensão. Eu sofro da hipo. O povo dizia que, quando eu ficasse mais velha eu ia ser hipertensa, porque sempre tive pressão muito baixa. Já saí de casa várias vezes pra trabalhar e tive que voltar pra tomar leite quente com sal.
Ela continua baixa até hoje, e eu já tô naquela tal de “melhor idade”. Não sei pra quê…

Ontem ela resolveu ficar mais hipo ainda.
Saí pra almoçar na minha sogra, era o sábado sim.
Gente do céu!!! Ô trem ruim é pressão baixa, Jesus. Eu passo super mal. É uma pressão na cabeça, pés e mãos gelados, formigamento nas mãos, coração dispara e é um cansaço, mas um cansaço, que mesmo se eu tivesse abatido um touro à unha, eu estaria mais bem disposta. Eu nunca desmaiei não, mas ontem eu tive certeza, que os sintomas eram de um desmaio iminente…
Vim pra casa logo depois que almocei. Deitei. Desfalecia. Aí eu fiquei pensando. Meu Deus será que eu estou com alguma doença mais grave?
Aí eu me lembrei de uma coisa.
Quando eu parei de trabalhar, eu tinha um medo danado de ficar deprimida. Embora eu nunca tive tendência à depressão, herdei da minha mãe a “alma” alegre,
Marília tinha recém nos deixado (êta diacho de recente que não muda em nada…),
e eu, mesmo não tendo essa tendência, eu tinha muito medo.
Tomei coragem, como diz uma grande amiga minha, e joguei minha vaquinha no precipício. Vocês conhecem essa fábula, né? Se não conhecerem, deixem aí nos comentários que eu conto procês.
Primeira providência: dividi a casa em duas. Do lado de cá da porta da cozinha era minha. Do lado de lá, da Rosa. Cozinha… Não mesmooo.
E aí eu enchi os meus dias. Olha que coisa de gente maluca.
De manhã, eu levantava à sete, levava os meninos pro colégio. De lá eu emburacava numa academia. Lá eu fazia, 30 minutos de esteira, 45 de ginástica localizada, 40 de alongamento e 45 de hidroginástica. Nas terças e quintas, eu trocava a localizada e a esteira pelo ioga. O resto ficava. Chegava em casa, ia arrumar o meu lado. Terminava, ia buscar os meninos na escola. Chegava, tomava banho, almoçava e, nos dias pares eu ia pra uma aula de espanhol, onde o coleguinha mais velho tinha 16 anos, que tal???? De lá, eu ia pra uma sessão de exercícios bioenérgicos, que eu saía de lá totalmente pilhada, ou louca que tivesse uma cama na porta da sala da terapeuta. De lá eu ia pra um curso para ser professora de ioga que terminava às 10 da noite. Desmaiava na cama quando chegava em casa… Tinha dia que dormia sem comer nada.
Nos dias ímpares, de manhã era tudo igual. De tarde mudava. Logo depois do almoço eu fazia um trabalho voluntário no TOCAR. Massagem shantala em crianças carentes. De tudo mesmo… Saía do voluntariado e ia pra uma massagem bioenergética que dói mais do que fazer canal sem anestesia. De lá eu ia prum curso de tapeçaria, mais tarde troquei por um de modelagem e costura, que eu adorei a professora, mas cansei de fazer molde, e fui pro patchwork. Nesses dias eu chegava mais cedo em casa. Enfiava a cara ou nos tapetes, ou nos moldes, ou na máquina de costura. E eu num sei como, eu ainda conseguia inserir aí, os deveres do curso de espanhol e uma meditação.
Sábado e domingo eram mais calmos.
De manhã eu ia pro Centro Budista. De tarde eu costurava.
Tão cansados??? Imagina eu…
Numa das sessões dos exercícios bioenergéticos, eu moooorta de cansada, como eu estava ontem, magra que nem um palito, sentei em cima da bola, tipo bola de pilates, olhei pra moça e falei: olha só. Eu não dou conta de fazer nada hoje. Eu queria que você fizesse um pedido de exame de sangue pra mim. – olha, fazer eu faço, mas por quê? O quê você está sentindo? – (aos prantos) eu tenho certeza, que eu estou com uma doença grave. – doença grave? Mas por quê, Lili? – porque eu estou me sentindo muito, muito cansada mesmo, e eu acho que não está normal.
– senta aqui no chão e põe sua cabecinha no meu colo, se acalma, e me diga como está o seu dia.
E aí eu desfiei todo esse rosário aí de cima, em cima da coitada.
– Meu amor! Eu posso até pedir esse exame de sangue pra você. Mas eu já vou te adiantar que, VOCÊ NÃO ESTÁ CANSADA NÃO, VOCÊ ESTÁ EXAAAAUSTA!!!!

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