Bom mesmo é ser livre!

Se tem uma palavra que já tem conceitos diferentes é LIBERDADE, né não?

Pro Budismo, ser livre é estar livre dos apegos e das aversões.
Segundo o Budismo, os “anti”” isso e “anti” aquilo, vão ter que nascer e renascer vááárias vezes, pra serem livres, num é não? Eu acho que sim…

Mas tem dois conceitos de liberdade que eu ouvi, que eu achei super interessantes.
O primeiro eu ouvi há uns quinze anos. Tempão, né?
Sabe aquele povo que acha água embaixo da terra, usando a radiestesia?
É doido demais, né?
Eles vão andando com um pedaço de galho de árvore em forma de forquilha na mão, e quando tem água embaixo da terra, o galho treme e aponta pra baixo.
Vocês já viram isso?
Eu já vi. Numa reportagem sobre a tal de radiestesia. Não tem nenhuma comprovação científica, mas tem uns danados, com tanta sensibilidade, que não tão nem aí pra ciência, e acham a água desse jeito.
Na tal reportagem que eu vi, um senhor, do sertão nordestino, era fera na tal da radiestesia..
Achou vários poços de água.
Um deles, foi na porta da casa de uma senhora bem humilde. Mas na porta mesmo.
O repórter perguntou pra ela:
– o que representa pra senhora, a descoberta desse poço, bem na porta da sua casa?
– a minha LIBERDADE.
– a sua liberdade?
– é. Porque agora, EU VOTO EM QUEM EU QUERO.
– como assim?
– se eu não votar no prefeito, ou em quem ele mandar, o caminhão de água não chega até aqui.
Tõõõeee…
Fantástico, né não? O conceito de liberdade da senhora, e a belezura do prefeito…
LIBERDADE = VOTO SEM CABRESTO

A outra, eu ouvi quando eu estive em Cuba, há uns 5 anos.
Pra quem não gosta de shopping, como eu… Viagem es-pe-ta-cu-lar!
Pra quem gosta, é melhor ir pra cidade do Panamá!!! A cidade inteira é um verdadeiro shopping!!!
Quando eu viajo pra fora do Brasil, eu gosto muito de conversar com as pessoas. De tudo que é tipo.
E hoje tá fácil, num tá?
Com o espanhol eu me viro em tudo que é canto. Menos na Itália… Ô dificuldade…
Mas até na República Tcheca, eu bati papo em español. O porteiro do hotel onde eu fiquei em Praga, era latino. Até me convidou pra ir dançar uma Salsa com ele. No puedo…

Mas em Havana, eu peguei um táxi. Um calorão danado e eu já tava ensopada. E ô cidade pra ter museu e história pra contar…
E bora conversar com o cubano sobre política.
Em Cuba todo mundo fala sobre tudo. E num é papo furado não. É conversa de gente grande.
– como está sendo pra vocês, cubanos, essa passagem do Fidel Castro para o Raul?
– olha… a gente tem um pouco de medo dessa abertura, que provavelmente irá acontecer. Aliás, já está acontecendo.
– medo de quê?
– medo de perdermos nossa LIBERDADE.
– como assim?
– de perdermos nossa DIGNIDADE.
– em que sentido?
– hoje, temos algumas dificuldades, é verdade, mas não vivemos às custas de outros países. Somos LIVRES. Eu sou motorista de táxi, porque eu quero. Sou engenheiro agrônomo, e não quero ir para o interior. Meus filhos são todos formados. Temos saúde e educação de qualidade, e não nos custa nada. Vivemos com DIGNIDADE.
Tõõõeee…
LIBERDADE = DIGNIDADE

Fiquei com essa conversa na minha cabeça, a viagem toooda.
E volta e meia, eu me lembro da senhora lááá do sertão do Nordeste, desse motorista de táxi cubano, e dos seus conceitos de LIBERDADE.
São interessantes, não são?

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Uma opinião sobre “Bom mesmo é ser livre!

  1. Interessantíssimos, Lili! E pensar que ainda há gente pra quem “liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”… Como disse a Cecília Meireles: “Liberdade, essa palavra / que o sonho humano alimenta / que não há ninguém que explique / e ninguém que não entenda…”

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