Chuva, seresta e quitanda!

Eu adoro chuva!
Amo os dias brancos!
Dizia minha mãe que eu puxei isto da minha vó.
Minha vó era uma gracinha!
Pititica, magrinha, toda vaidosa! Tinha uma vozinha rouca, que nem eu tenho hoje.
Eu não convivi muito com ela não. Mudei pra Brasília com 9 anos, e ia pouco lá em Dom Joaquim. Era onde ela morava. Interior de Minas. Nem no mapa tem a cidadezinnha. Bem pititica…
Mas até os meu 9 anos, eu ia pra lá todas as férias.
Adorava!
Na casa dela tinha um fornão de barro, no terreiro, onde ela fazia “quitanda”.
Biscoitos, pães de queijo, roscas… Ah que saudade da rosca da minha vó!!!
Depois que ela assava tudo, colocava dentro de umas latas bem grandonas. Aquilo dava pra um bom tempo. Ela ficava o dia inteiriiiinho, por conta da tal da quitanda.
Me lembro que ela fazia pra netaiada uns sapinhos, com a massa das roscas, e a meninada, e era menino, viu?, colocava os olhinhos, de feijão, nos tais sapinhos. Depois de assados, eles cresciam, ficavam bem gordinhos. Liiindos!!! Eu achava…
E morria de pena de comer os tais dos sapinhos da minha vó.

Acho que por conta dela, foi que eu parei nos meus um metro e cinquenta e DOIS centímetros. Eu faço questão absoluta desse 2 aí…
Quando eu era criancinha, ela sempre dizia pra mim:
– Ô menina! Você não pode crescer!!!
E num é que não cresci mesmo???
Às vezes eu quero falar isso pra Helena, mas eu paro no meio da frase…
Vai que ela me escuta, atende meu pedido e depois não gosta, né?
Eu num ligo de ser pequenininha, não. Mas tem gente que não gosta… E já acorda trepada no salto…

Na casa da minha vó, toda noite tinha seresta na varanda.
Meu vô, braaaaavo que só ele, tocava muito bem violão. Ele era o que acompanhava. O meu tio avó, solava. Minha vó tocava cavaquinho. Minha tia gaita. E tinham uns tios e tias que tocavam maraca e pandeiro. Quem não tocava nada, ficava por conta de cantar.
Era um pessoal muito talentoso.
Nunca viram uma partitura de música na frente deles. Como que pode, né?
Tocavam tuuudooo. Valsas, chorinhos…
E era uma farra. Eu amava as tais serestas.
Começava no finalzinho da tarde. Terminava cedo. Nove horas, meu vô trancava as portas da casa.

Hoje, sei lá eu a razão, estava me lembrando das minhas férias na casa da minha vó e do meu vô.
Eu acho que é porque a gente tá arrumando a viagem dos meninos à Disney.
Particularmente, eu preferiria ir pra casa dos meus vôs…
Me lembrei de uma música que eles tocavam e que pra mim, das valsas, é a mais bonita.
Mas não gosto dela cantada, não. Só tocada mesmo.
Luana a Adriano me fizeram um agrado no casamento deles.
Lu caminhou pelo jardim afora, sozinha, até encontrar com seu pai e comigo, ao som dessa música.
Foi liiiiindo!!!

Anúncios

2 opiniões sobre “Chuva, seresta e quitanda!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s