Jornalismo é que nem samba…

Eu tenho uma tese.
Tenho váááárias…
Jornalismo é que nem samba. Não se aprende na escola.
É polêmica esta minha tese.
Tem amiga minha que não gosta de jeito nenhum dela.
Mas eu acho mesmo.
Olha só:
Ou a pessoa sabe escrever, ou não sabe.
E aqui eu não falo de gramática, não. Pra isso existem os revisores de texto. Ganham pra isso.
Saber escrever é a pessoa saber botar no papel, aquilo que está na cabeça dela. De uma forma que não só ele entenda, né não? Simples assim.

Se o jornalista, partir pro jornalismo noticioso, ele tem que ter o chamado “faro jornalístico”. Se não tiver, vai sempre andar na “cola” dos outros. Ou seja, “furo”, jamais…

Se partir pra ser repórter, como eu queria ser, ele tem que ser “espirituoso”, tem que ter raciocínio rápido, porque dependendo do que vai ouvir, pode levar um “balão”, e ficar, tipo a Miriam Barrão ficou outro dia, AO VIVO, na globo. Gaguejou, é…, pois é… pode ser…enfim… Isso tudo porque não esperava ouvir o que ouviu. Dados positivos do governo da Dilma… Acho que eles não tinham combinado antes… Foi o maior, entre os vários, vexames que eu vi a “jornalista” dar.

Analista… Esse é o bicho. Ou o cara entende do que está analisando, ou fica que nem a Lo Pret, dizendo na cara da gente, sem a menor vergonha, que a ambientalista estava caindo nas pesquisas, porque os eleitores estavam com dificuldade de decorar o número dela, da candidata, e mais dificuldade ainda com as urnas…
Iéééé???

Ética? Eu tinha essa disciplina. Só se tratava dis-so… Aliás, nessa matéria, era muito usado o Manual de Redação da Folha. Meu professor era até jornalista da Folha.
Mas… Ética se aprende na escola?
O significado pode até ser. Mas na prática…
Ou se tem um bom caráter, ou se aprende na porrada. Um processo em cima, num é não?
Na escola, jamais…

O que a gente aprende sobre jonalissssmo mesmo, lá na escola.
Estruturar texto. Basicamente isso.
Eu me lembro bem: título, sub-título, lead, sub-lead,…

O mais importante pra “vender”, pra induzir o leitor pro lado que o jornal quer, é o título da matéria. Depois, o sub-título.
Havia nas redações, um cara especialista só em fazer título. Não sei se ainda existe. Com esse tal de “corte” por “problemas financeiros”, pode ter rodado…
Mas é aí que mora o”perigo”. É aí que o jornal “vende a notícia”, do jeito que ele quer que ela seja comprada…

Eu estava lendo ontem, sobre a viagem da Dilma à Austrália no Estadão.

TÍTULO:
“Escala com hotel de luxo se torna visita de Estado”
SUB-TÍTULO:
“Parada do avião de Dilma no Catar vira Agenda oficial e justifica estada de presidente em suíte de RS30 mil por diária.”

Láááá no final do primeiro parágrafo, um tratado…, a “jornalista” Lisandra Paraguassu, resolve colocar colocar quatro palavrinhas: – tudo pago pelo emirado.
E a matéria continua..

Aí… Vem um “desavisado”, lê o título e o sub-título, e….
“FORA PT!”

E jornalismo se aprende na escola???

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