Sendo de água doce…

Meu irmão não é chegado em política não. Aliás, dos filhos do meu pai e da minha mãe, só eu gosto. Devo ter puxado do meu vô Udenista roxoooo…
Então, pra agradar meu irmão, e pra ele ler meu blog, eu vou deixar a política de lado, e vou contar uma historinha pra ele, dele…

Se eu fui uma adolescente espontânea, como dizem, eu não sei não. Mas meu irmão… Esse eu tenho certeza!!!

Dos meus 16 anos aos 20, eu namorei um rapaz, que morava em Brasília com um irmão. Depois, eu conheci meu loirinho dos olhos verdes e me casei. Diz esse meu irmão, que teve mais um aí nesse meio. Mas eu num lembro não…
A mãe dele, do rapaz que eu namorei nos meus 16 anos, a avó, e a irmã moravam no Rio.
Era uma família muito chique! Família tradicional do Rio de Janeiro.
Eles eram tão chiques, que a “minha cunhada” conversava com o cachorro dela, um Pastor Alemão, com uma vareta na mão, “in english”… – Axxxtor, seat! E o Astor sentava… Cachorrinho danado aquele, viu? Alemão e entendia inglês…

A avó dele e a mãe gostavam muito de mim. O resto da família, nem tanto…
Numa das nossas férias, a mãe dele me convidou pra ir passar uns dias com ela, no Rio.
Se meus pais não me deixavam nem ir ao cinema sozinha com ele, imaginem pro Rio…
Meu irmão foi comigo.
De carro. Num Corcel todo equipado pela Bino, que “mamãe” deu pro rapaz. Os amigos andavam de moto “cinquentinha”…
E lá fomos nós três.
Grana… eu não me lembro, mas eu acho que não levamos não…
O apartamento deles ficava na Avenida Atlântica, num prédio que tinha um “ap” por andar. Imaginem o tamanho do “ap”…
E êta povo chique e delicado, viu?
Todas as manhãs eu e meu irmão acordávamos, em quartos separados, com um presentinho na mesinha de cabeceira. Fofos demais, né não?
Eu ganhei de um tudo… De perfume a um “anel de família”. Uma bola de ouro tão grande, que sobrou até pra Helena. Eu derreti, fiz uma placa pra pôr em uma corrente, guardei o resto do ouro e agora, fiz uma pulseira de plaquinha pra Helena, com o que sobrou.

Meu irmão deitou e rolou…
“Minha sogra” dava uma grana pra ele, e pedia pra ele levar umas sobrinhas dela ao cinema, e fazer um lanchinho. O cinema eu acho que saía, já o lanchinho… sei nãããooo…

De noite a empregada ia embora.
Debaixo do prédio, tinha um restaurante muito bom.
Então… o jantar subia…
Primeira noite, eu pisando em ovos, já tinha topado com o tal do Axxtor na sala, e levado uma suxxxto danado, tomamos banho e, bora fazer o pedido pro jantar.
Sentamos todos na varanda. A avó, a mãe, meu namoradinho, meu irmão e eu. A irmã não tava não. Tinha saído num carro que eu nem sei o nome. Só sei que era um carro enoooorme.
De frente praquele marzão todo, cheiro de maresia, “minha sogra” com um cardápio na mão.
– Liliana, o quê você quer comer, querida? Lagosta, camarão, peixe…
– lagosta.
– e você, meu amor (o amor era o meu irmão), vai querer um peixinho? Que peixe você quer?
Aí eu quis morrer…. Pular da varanda… Êta que meu irmão era um “garoto espontâneo”…. Nem titubeou…
– ah não sei não!!! Sendo DE ÁGUA DOCE… Qualquer um tá bom, uai!!!

Como esse post é pro meu irmão querido e espontâneo, que não gosta de política, eu tenho que dar uma cutucada, nele…
– vem cá meu irmão! Em quem será que eles votaram pra presidente, heim?

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