Meu amigo entrou no túnel do tempo e sumiu…

Eu convivi durante um bom tempo com um rapaz que eu adorava!
Ele era uma pessoa genial!
A gente tinha vááárias coisas em comum.

Ele adorava esculturas. Eu também.
Na época, lá pelos idos dos anos 80, existia um tal de um Clube de Esculturas, não me lembro se era mesmo esse o nome.
Funcionava assim: a gente pagava uma mensalidade durante todo o ano. A cada três meses, a gente recebia uma escultura. Então, eram quatro esculturas por ano. No início de cada ano, junto com os boletos, vinha um catálogo com as esculturas que seriam enviadas naquele ano.
Como essa mensalidade não era nada barata, eu e esse amigo, rachávamos a mensalidade e participávamos do tal clube. As esculturas eram divididas. Duas minhas e duas dele. Às vezes a gente trocava as esculturas, porque a da vez dele podia me agradar mais e vice versa. Fizemos isso por vários anos.
Eu tenho as minhas até hoje. Ele, não sei.
Tenho uma preferida. Mas ela é meio polêmica. Toda vez que minha mãe vinha à minha casa ela dizia pra mim: – tira esse trem daí, minina! Que trem feio, tá doido!!!!

Do Círculo do Livro, ainda existe?, a gente também participava. Era um trança trança de livros danado. Eu até hoje tenho livro dele, e ele, deve ter livro meu.

Nós dois amávamos balé. Quando abriu aqui em Brasília a faculdade da Dulcina, lá fomos nós dois fazer curso de balé. Era muito legal! Numa das apresentações, eu estava grávida da Marília. Meu sogro, que era de uma “espontaneidade” danada, assistiu à peça e no final, perguntou pra esse meu amigo, se o papel dele na tal peça era de “poste”…. Até hoje eu escuto a gargalhada do meu amigo…

Mas a nossa grande paixão era mesmo o teatro.
Nessa época, vinha muito pouca peça pra cá. A gente cansava de viajar num dia e voltar no outro só pra assistir a alguma peça interessante. E quando a gente viajava junto, a gente via três peças num dia só. Era uma correria danada, mas nós não queríamos perder nenhuma.

Eu gostava, e ainda gosto, muito desse meu amigo.
Mas ele virou diretor de teatro, ficou famoso e sumiu…
Outro dia eu li uma entrevista dele num jornal.
Êta que esse meu amigo é mesmo genial, viu?
Ele entrou num túnel do tempo… E voltou 20 anos pra trás!!! Acreditam??? Por isso sumiu, né?

– ô meu amigo? Chega aqui! Como que você conseguiu essa façanha? Enquanto eu faço aniversário andando pra frente, você faz andando pra trás, é?
Me conta aí o segredo, que eu também quero…. “Amigo é pra essas coisas”, viu???

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