O quarto rei mago

Reza a lenda que três reis magos foram os responsáveis pela propagação da ideia de natal como a conhecemos hoje: Melchior, Baltazar e Gaspar.
A grande natalidade, o nascimento de um ser humano inigualável do mais alto nível civilizatório já visto no planeta.
Essas três autoridades místicas seguiram seu destino com o único objetivo de receber o então chamado rei dos reis.
Ao longo do caminho, por onde passavam, propagavam a grande notícia.
Podemos dizer que os três foram os primeiros grandes comunicadores da história.
Por essa razão, permaneceram na memória oral da humanidade.
Mas, e desde essa época sempre há um mas em tudo, talvez para nos lembrar que uma ampla diversidade de olhares sobre as notícias veiculadas pela raça humana é a melhor receita para formar a própria opinião, um quarto rei mago passou despercebido.
Da mesma forma que têm passado despercebidos até hoje aqueles que não fazem propaganda de si mesmos.
Artaban era o nome dele.
Como os outros três, soube reconhecer os sinais do grande evento e partiu para encontrar o mestre dos mestres.
Antes, juntou todo o tesouro de que dispunha e podia carregar.
Durante o trajeto, como os outros três, era solicitado para resolver problemas dos mais variados tipos.
Porém, diferente dos outros três, Artaban sempre interrompia a caminhada e fazia o que podia para ajudar.
Seu compromisso com o interesse público era tanto, que socializou toda a sua riqueza com quem necessitava daquilo que ela podia comprar.
A sua maior riqueza, entretanto, era o seu comprometimento com a causa na qual acreditava.
Esse patrimônio, ao invés de deixar Artaban mais pobre, o tornou mais rico.
Dizem as estrelas que Artaban só encontrou Jesus no outro lado da vida.
Constrangido por ter deixado pelo caminho o tesouro do mestre, nem teria ousado levantar os olhos diante dele.
Para sua surpresa, ficou sabendo que o havia encontrado em cada criatura que precisou dele e ele ajudou.
Podemos dizer, então, que Artaban foi um dos primeiros grandes políticos da história.
Quantos de nós oferecemos tudo o que temos para pastores sem escrúpulos em troca de um lugar no ceú, que só a consciência tranquila pode conquistar, mas somos incapazes de ajudar aquele que está próximo de nós?
E depois falamos mal só dos pastores, como se fôssemos as vítimas.
Lembrei dessa história diante da tira da Mafalda, essa obra prima do cartunista argentino Quino, sobre o ano novo.
Que tenhamos um Feliz Natal em forma de desejo de que todos aproveitemos mais uma oportunidade de renascimento interior, de reflexão sobre nossas experiências adquiridas ao longo do ano que passou, sobre nossos erros e acertos, vitórias sobre nós mesmos e derrotas para nós mesmos, perdas e conquistas.
Que tenhamos um Próspero Ano Novo como uma nova oportunidade de aperfeiçoamento da nossa visão do mundo, de nós mesmos e dos outros, os que coabitam o mesmo planeta conosco, de forma que possamos oferecer ao próximo período de doze meses uma nova e melhor pessoa disposta a renovar e mudar o mundo para melhor.
Há bração no coração de todas e de todos!

image

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s