As “redes sociais” poderiam fazer a diferença!

Vivemos um momento realmente interessante.
Nem sei se interessante é a palavra mais apropriada.
Curioso.

Desde que eu comecei a participar das chamadas “Redes Sociais”, meus irriquietos tico e teco se perguntam?
– mas do que adianta uma informação circular entre grupos fechados, que compartilham a mesma opinião, as mesmas convicções?

Pra mim, me parece claro, que entre nossos amigos, existem aqueles que pensam como você e aqueles que têm opiniões diferentes da sua.
Quando você forma um grupo de “amigos”, em uma rede social, todos eles estarão, ou deveriam estariam estar em seu grupo de “amigos”.
Isto poderia ser uma forma muito interessante de haver uma troca de informações. Você poderia ver o “mesmo fato” tratado, ou informado sob diferentes interpretações.
Mas isso não acontece.
Não me refiro aqui às piadinhas ou quadrinhos ofensivos e muito menos à incitação ao ódio. Esses eu abomino, porque nada acrescentam.
Me refiro a textos interessantes.
No espaço dos “comentários”, poderia haver uma discussão saudável, que nos enriqueceria.
Veríamos as várias interpretações de um fato, ou um fato mostrado de forma diferente.
Mas como, na maioria da vezes, os grupos se fecham numa mesma opinião, essa oportunidade também se fecha.
E se você “posta” alguma matéria, ou alguma notícia que não “bate” com a opinião de todos os seus amigos, você corre o risco de ser tachada de “chata”, ou “xiita”.
Você acaba desistindo de participar de um espaço, que poderia ser rico na troca de ideias.
Assim eu vejo os grupos sociais:
ou puxam todos “a sardinha pra brasa de um lado”, ou puxam todos “pra brasa do outro lado”.
Não sei se funciona….

Por outro lado, você fica do mesmo jeito refém de uma mesma visão, quando lê ou assiste aos teles da nossa grande mída, que é completamente alinhada à oposição. Ou mais grave, alinhada ao “quanto pior, melhor”.
E se você parte pra uma imprensa mais alinhada ao governo, é a mesma coisa. É a “sardinha puxada pra brasa do outro lado”.
Existem alguns veículos que conseguem manter uma certa isenção, mas são poucos, e quase não são lidos. Uma pena…
Infelizmente, o que “vende”, é o “caos”… Seja de um lado, ou do outro.

Tá complicado, não tá não?

Assim… Meus tico e teco ficam tagarelando:
– não seria mais interessante, se usássemos as tais “redes sociais”, para melhorar e democratizar a informação, já que corremos o risco de que, quando sair essa tal da “Ley de Medios”, se sair, ” Inês é morta”?????

Leiam esse texto.

“O fim do jornalismo puro-sangue
Por Luciano Martins Costa”

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_fim_do_jornalismo_puro_sangue

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