Eu queria ser como as abelhas…

Segundo o Budismo, a causa de nossos sofrimentos é o apego.
Apego a tudo.
Temos apego aos bens materiais, às pessoas, aos animais, a nós mesmos, aos nossos conceitos, a nossas lembranças, aos nossos vícios, à vida…

Eu não sou muito de ter apego às coisas não.
Conheço gente que tem dificuldade de jogar fora o papel que embrulhou a caixinha que veio o batom dentro…
Pra mim, se não uso mais, não tem mais utilidade, passo pra frente…

Eu fui conhecer o Grand Canyon, e a moça que vendia os bilhetes pra pegar o helicóptero, se apaixonou pelo meu brinco.
Era um brinco artesanal, feito de tecido bem colorido, e solitário.
Fiz o passeio todo pensando “na paixão” da moça.
Quando voltei do passeio, fui lá no balcão e dei o danado do brinco pra moça.
Minha nossa! Valeu a pena! A alegria da moça foi tão grande, mas tão grande, que eu pensei cá com meus botões:
– ou essa moça nunca ganhou um presente na vida, ou tem sangue latino correndo nas veias!

Já o apego às pessoas, aos animais e à minha vida… Ihhhh!!! Aí o bicho pega…
Eu até que tento me desapegar, ou me apegar menos, mas num dou conta nãããooo!
E eu acho que vou morrer, com medo de morrer!!!

Ontem, eu li este texto, que eu achei bem interessante.
Uma frase, me chamou muito a atenção:
“Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.”

“Lição da abelha, sobre o DESAPEGO

As abelhas nos dão um grande exemplo de DESAPEGO.
Após construírem a colmeia, elas abandonam-na.
E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento.
Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.
Num ato incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir.
Simplesmente, o soltam sem preocupação se vai para outro.
Deixam o melhor que têm, seja pra quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação para alguém de nossa preferência.
Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda.
O sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém.
O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar.
Se não abrirmos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

(Autor desconhecido)

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