… Mas eis que chega roda viva…

O mês de maio aqui em casa sempre foi muito esperado.
Só não faz aniversário neste mês, em nossa casa, Luana. Nasceu em Agosto.
Então… Sempre foi um mês de muitas comemorações.
Aniversário do Wayne, da Marília e o meu.
No meio disso, o Dia das Mães!
Sempre comemoramos todos os aniversários, separados.
Eram festas sempre muito gostosas, e cheias de alegria. Isso, desde que eu me casei, há 37 anos.

Mas aí… “Chega roda viva, e carrega a alegria pra lá…”

Hoje, o mês de maio é muito difícil, pra mim.
Além das comemorações que já eram feitas, chegaram Adriano, meu genro, e a fofa da Helena, pra completar a turma dos aniversariantes do mês de maio.
Aumentaram-se as festas!
E cada comemoração que fazemos, fazemos todas, meus sentimentos se misturam.
O que antes era pura alegria, hoje tem uma ponta de tristeza, uma ponta de saudade, uma ponta de frustração. Não estamos mais todos juntos.
Tento de todas as formas possíveis, acreditem, me preparar, emocionalmente, para a chegada do mês de maio.
Mas os sentimentos embolados, se negam a me deixar…

Não é fácil pra minha família entender esses meus sentimentos, eu sei. E isso faz com que o mês de maio se torne ainda mais difícil, porque me sinto meio culpada em ter, a cada dois dias, uma crise de qualquer “ite”…. Nosso emocional comanda nosso corpo…

O “Dia da Mães” é danado…
Minha cunhada me deu num mês de maio, um artigo de uma psicóloga, onde ela descrevia como é o “Dia das Mães” para as mães que perderam filhos. Eu não sei se ela já perdeu filho, mas nunca li nada que descrevesse tão bem, o sentimento que eu tenho nos “Dia das Mães”. E nesse artigo, ela dizia como é difícil para os familiares entenderem esse sentimento da mãe.
E eu sei que é mesmo. Talvez eu também não fosse capaz de entender, se não tivesse ficado sem Rafael e Marília. Afinal, é “Dia das Mães”, e não “dos filhos”…

Levar flores pra Marília no dia 19, é triste, é doído, é sofrido demais.
“Dá um aperto no peito, uma coisa ruim”…

A sensação que eu tenho no mês de maio, agora, é que meu peito fica que nem uma sanfona fechada. Tudo encolhidinho, apertado…
E eu me lembro muito do meu pai neste mês, que já foi só de alegria.
Aprendi com ele o otimismo, a vontade de vencer, a não desanimar…

E sempre que a “sanfona” aperta demais, eu choro, ou escrevo. Ontem, eu chorei; hoje, resolvi escrever que é pra ver se ela se abre, me deixa respirar e deixa a alegria no meu peito novamente entrar…

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2 opiniões sobre “… Mas eis que chega roda viva…

  1. use a sanfona. …abre e fecha num moto continuo….haverá dias que ficará fechada, outros aberta desavergonhadamente e outros meio lá meio cá. …. a sanfona é assim e a vida também. …Temos de seguir mesmo mancos…..

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  2. Taí Helena te mostrando o que é aprender um tiquim todo o tempo; tá chegando Gustavo renascendo a esperança da alegria. Fique bem, minha amiga linda e querida.

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