Quando a alma fala

Outro dia, diante do sofrimento do outro, um amigo meu “virtual” escreveu esses versos.
Hoje, diante do sofrimento e da dor de um amigo, eu deixo aqui pra ele, os versos do meu “amigo virtual”.

“Hoje é um dia daqueles
em que eu aceitaria
algum poder divino.

Um dia daqueles
em que eu gostaria
de controlar o tempo.

De voltar a tempo de evitar a dor
e devolver a bala ao casulo do tambor.

De empurrar a árvore
para dentro da semente.

De constranger o homem velho
a voltar ao íntimo ventre.

De transformar a poesia
em um decreto urgente.

De inspirar cada lágrima
a inundar o deserto mais quente.

E, por mais fria que fosse a geada,
fazer do por do sol uma clara alvorada.

Mas não posso.

Só posso colher os frutos
doces e amargos da vida
e amamentar os filhos dos dias.

Escrever poesia como quem
seca as lágrimas da chuva
e aquece a alma das noites frias.

Quem sabe o dia?
Quem sabe um dia.”

(Eduardo Martinez)

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