Talvez Freud explique!

Helena foi esperada e recebida neste mundo, com uma expectativa muito grande, que foi cumprida, de “um renascimento” de todos nós, da minha família.
Helena trouxe de novo, “vida”, “olhos brilhantes”, “sorrisos verdadeiros”, pra dentro de nossa casa!
Linda missão a da Helena, não é? Helena já nasceu compassiva…

Recebi Helena, dentro do meu quarto, com um sentimento enorme de euforia! Narrei o nascimento da Helena, como se narrasse o “gol” que faltava pra vencermos “a peleja”.
Helena já nasceu de olhos abertos, como se já estivesse pronta para ver tudo e conhecer todos aqueles a quem traria tanta alegria e tanta felicidade.
Desde que peguei Helena nos meus braços, o meu sentimento por ela foi e é, um sentimento de confiança, de cumplicidade, de amizade. Nunca tive por Helena o sentimento da proteção. Ela nunca me passou essa necessidade.
Helena vai crescendo e esse sentimento cada vez se torna mais profundo em mim.
Helena é forte, decidida, prefere fazer do que pedir, é independente.
– Helena, vamos colocar este vestidinho pra gente passear? Ele é liiiindo!
– não vovó. Exe não! Exe aqui é muuuito mais lindo!
– Helena vamos ver esse filminho?
– não vovó! É muito chato. Quelo outo!!!
– a vovó pode te ajudar a colocar o tênis?
– não prexisa, vovó! Nenena consegue!
Assim é Helena.

O sentimento que eu tenho por Gustavo é outro.
Desde que tomei Gustavo nas minhas mãos, amei como amei Helena, mas senti Gustavo completamente diferente.
Gustavo nasceu de olhinhos fechados e demorou uns três dias pra abrí-los, e começar a conhecer as pessoas a quem ele, assim como Helena, traria muita alegria.
Gustavo era um “bebezinho”. A sensação foi de querer colocá-lo dentro de mim e protegê-lo.
De quê? Não sei….
Assim continuo sentindo Gustavo. Converso muito com ele, porque sempre gostei muito de conversar com bebês. Mas falo baixinho… É como se eu não quisesse incomodá-lo com meu falatório…
Se Gustavo faz um biquinho ameaçando chorar, eu pego Gustavo, ponho no meu colo e o envolvo num sentimento de muuuita proteção. Canto baixiiinho… Gustavo não pode chorar….

Eu cultivo este sentimento desde que Gustavo nasceu, mas só hoje consegui verbalizá-lo, porque nem eu mesma sei o quê ele é, e vinha tentando decifrá-lo.
Hoje fiquei uma parte da tarde com Gustavo, sem Luana.
Dormia feito um anjinho. Fiquei olhaaaando pro Gustavo e perguntei pra ele: (baixinho)
– meu amor! Que sentimento é este que eu sinto por você? Por que vovó tem tanta necessidade de te proteger???

A única coisa que eu consegui “ouvir” como resposta, foi:
– talvez Freud explique, vovó!!!

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3 opiniões sobre “Talvez Freud explique!

  1. Lindo seu texto,Lili! Bacana a gente perceber que cada amor pode ser diferente e especial,ne? São relações de alma que ninguém sabe explicar direito.Melhor viver intensamente esse amor e deixar as razões pra lá!
    Um beijo vovó linda

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  2. Comadre, enfim! Ontem escrevi tudo super bonitinho. Estava inspirada para comentar…aí, acabou a bat do iPad.fiquei “P”. Bom, vamos lá! Creio totalmente na resposta que vc “ouviu”! O tal do cara, o “Froid”, sabia tudo, embora fizesse “aquilo” que te contei naquele dia! A sensação que tenho com os meus “garotos” é a mesma! Vontade de “colocar na barriga novamente”! Sempre senti! Chorei muito no casório do Rafael, muito mais do que no da Naiara! Durante muito tempo, fiquei me perguntando a razão. Sabe que “ouvi” a mesma coisa! Absolutamente nada a ver com quantidade de amor! É apenas diferente! Embora a natureza da minha maternidade referente a minha “garotinha”, esperada, querida, ansiada, quase que uma tentativa de substituição de um grande amor (que ilusão!), sempre a vi forte, guerreira, decidida, independente, quaaaaaase sem precisar de mim! Para nada! Ou quase nada! É isso! Vai entender! Ou melhor, para que entender. O melhor de tudo é apenas vivenciar cada tipo de sentimentos e sensações que eles (os meninos e as meninas), nos proporcionam.

    Estou com saudades, viu?
    Morrendo de vontade de rir junto de você! Tem um gostinho especial!!! Beijos minha comadre querida!

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