Bota na latinha e tampa!

 

Antes de eu começar a contar um caso pra vocês, eu quero dizer que, toda regra tem exceção. Aliás, a exceção já é uma regra, né não?
Dito isto, aqueles que não se enquadrarem na minha “afirmação”, simplesmente “se incluam fora dela”, ok?
Eu sempre achei, e continuo achando, que mulher é diferente de homem.
Sempre uso uma frase: mulher é mulher; homem é homem.
Toda vez que eu digo isto, Luana quer me matar… Me chama de machista!!!
Mas são sim, diferentes.
Eu não acho que sejam diferentes para executar alguma tarefa, ou pra seguirem alguma profissão.
Mesmo assim… Sei não! Já viram homem lavar um par de meias? Se não viram, entreguem um pra eles. Não dá pra eu explicar. Só filmando…
Todo homem pode cozinhar, pode varrer casa, cuidar de um bebê, lavar louça, etc…
Não. Não é aí que “mora” a diferença.
É no lidar com a vida. É no encarar “de frente”, aquilo que não é “legal”!
Eles preferem enfiar numa latinha “o problema”, ou o que lhes incomoda, e fechar a latinha… E deixa lá. Quietinho. Quem saaaabe, um diiia, abrem a latinha…

Ontem, eu me convenci mais ainda dessa minha “tese”.
Helena passa quase todos os finais de semana aqui em casa.
Neste final de semana, o vovô pegou Helena para dar uma voltinha de moto. Aqui na rua mesmo. Em frente à minha casa.
E lá se foram.
Eu estava arrumando a casa, quando ouvi o barulho da moto e Helena chorando. Corri e fui ver o que tinha acontecido. Já pensei: ai meu Deus! Será que Helena caiu da moto?

Parênteses. Eu não gosto nem um pouco de moto.

Não. Helena não tinha caído da moto; tinha encostado a perninha em algum canto da moto, e se queimou.
Luana, que não estava aqui na hora do ocorrido, chegou e achou melhor levá-la ao hospital.
Tentou primeiro o hospital de queimados. Não funciona aos finais de semana. Atenção: só se queimem de segunda à sexta e em horário comercial, certo?
Bom, foi com Helena pro Santa Lúcia. Depois de 2 horas de espera, eu fui pra lá ficar com ela. Helena estava com fome e Luana não tinha como sair pra comprar alguma coisa pra coitadinha comer.
Esperamos mais duas horas e o tal do cirurgião, que é quem olha queimaduras, sumiu dentro do hospital. Eu nem quero dizer onde eu acho que ele estava. Deixa pra lá…
Depois de quatro, quatro horas de espera, desistimos e fomos com Helena pro Santa Luzia, que é ao lado.
Meia hora e Helena já estava dentro da sala, pra fazer o curativo.
Conversou até babar com a enfermeira, enquanto ela, a enfermeira, arrumava os apetrechos pra fazer o curativo na queimadura.
Estamos as quatro, conversando, rindo, quando entra na sala, o cirurgião que atendeu Helena. Aliás, muito simpático e muito atencioso.
– já fez o curativo? Perguntou pra moça.
– não. Vou fazer agora.
– ihhhhh, vou sair então daqui. Ela vai chorar e eu não aguento ver isso!!!!!!!!!!!

Eu pensei: cacete! O cara faz medicina, disseca cadáver, é cirurgião, abre e fecha gente o dia todo e “não dá conta de ver isso”????? Ô louco!!!

Luana olhou de lado pra mim, com um olhar indagativo, tipo: hã???

Eu respondi pra ela:
– É HOMEMMMM !!!!!!!!
Ela não brigou comigo, não. Ficou calada. Só riu. Como quem cala, consente… Acho que ela me deu razão…

Só pra ilustrar:
O pediatra da Luana e da Marília, a quem eu chamo de “meu anjo da guarda encarnado”, me disse um dia:
– mãe toma febre de filho com os lábios; pai, precisa de colocar o termômetro!!!!!!

Toda regra tem exceção, heim?

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