Os “sins” dos acorrentados

Eu extraí estes parágrafos a seguir, de uma matéria cujo link deixarei pra vocês ao final desta postagem.

Quando eu li este diálogo entre o professor e o garçom, me veio à mente, primeiramente, um ditado muito antigo, com o qual eu nunca concordei:
“pau que nasce torto, morre torto”.
Não. Pau que nasce torto, não “precisa” morrer torto.

Depois, eu fiquei pensando cá com meus irriquietos botões, como a falta de conscientização política leva as pessoas, como este garçom, a acharem que as oportunidades devam ser dadas a alguns e não a todos.
Como leva essa gente a se conformar com sua “exclusão”, e ainda ser grato pelas “sobras” que lhe são dadas.
A falta de conscientização política faz com que essa gente não ache justo ter as mesmas oportunidades, daqueles que já nasceram com elas à sua frente.
E mais. Fiquei pensando como essa gente continua sendo manipulada e usada, como massa de manobra, para que sua resignação se perpetue por séculos, e séculos, e séculos, sem fim….
É triste! Muito triste!
Acorda, meu povo!!!
“Pau que nasce torto, não “precisa” morrer morto”!!!
“Quem conta a história é o professor Clóvis de Barros Filho. Tinha levado a família inteira para almoçar fora. Comemorava a aprovação num concurso. Terminada a refeição, ele comentou com o garçom que achara a conta alta. Ouviu em troca: é mais do que eu tiro no mês. Provocado pela revelação, lançou então uma pergunta ao jovem: te parece justo que alguém gaste no almoço mais do que você tira no mês?

O funcionário respondeu que sim. Afinal, quem tinha estudado muito e se preparado tanto merecia ganhar mais do que alguém como ele, que não tinha podido frequentar uma escola. Clóvis não se satisfez: e te parece justo que uns possam frequentar uma escola e outros não? O rapaz devolveu: sim, eu vim do Nordeste para trabalhar, tinha que ajudar meus pais. O mestre insistiu: e te parece justo que alguns tenham que se deslocar de onde nasceram para conseguir trabalho?

Sim. E sim. E mais um sim. E assim foram trezentos te-parece-justos e trezentos sins. Até o sujeito levantar as mãos para o céu e agradecer a Deus o fato de o patrão dividir com ele e os outros empregados a carne que sobrava (quando sobrava) para que pudessem fazer um churrasquinho ao final do expediente.

Impressiona a resignação.”

http://aesquerdavalente.blogspot.com.br/2016/10/onde-foram-parar-as-multidoes-com.html?m=1

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