Doce Gabito

Eu hoje acordei com uma salada de sentimentos. Triste, chateada, sensação de impotência, sem querer ver a luz do sol. Vontade nenhuma de sair da cama.

Mas… como na minha última visita  à minha psiquiatra, eu fiz umas promessas a ela, e promessas são coisas sérias, não negocio  nem com as que eu faço a mim mesma, me enchi de coragem, deixei meu quarto sem arrumar – eu nunca saio do meu quarto antes de arrumá-lo, alguns dizem que é TOC, de repente…, coloquei um biquíni, faz algum tempo que só uso maiô, mas me olhei no espelho e me achei meio “branco e preto”, peguei o “Doce Gabito”, e fui pra piscina.

Abre parêntese

dia desses fui à banca de revistas, dei uma olhada nas manchetes dos jornalões, e disse, pra mim mesma, em voz alta: meu Deus! O que levou os americanos a votarem nesse cara? O dono da banca ouviu e disse de lá: esse homem é doido! Eu tenho certeza que ele toma remédio “tarja preta”! (???????)

fecha parêntese

Há uns tempos uma amiga minha, muito diferente de mim, mas somos muito parecidas, me recomendou que lesse “O Arroz de Palma”. Gostei tanto do livro, que dei o meu pra Luana com uma dedicatória, pedindo a ela que lesse, passasse pros meus netos e que assim fosse feito com as gerações seguintes.

Essa mesma amiga, que no dia de hoje está quebrando pratos (que falta faz uns pratos, de vez em quando, pra serem espatifados) na Grécia, literalmente, me mandou uma mensagem outro dia: “leia o Doce Gabito, por favor”. Do mesmo autor.

Levei o Doce Gabito pra piscina.

A cada linha, a mesma paixão pelo Arroz de Palma. A mesma sensibilidade, a mesma leveza, a mesma doçura do Francisco Azevedo, pra falar de alegrias, de dores, de perdas, de encontros e desencontros.

Nada podetia ter sido tão bom pra mim, hoje, quanto a minha promessa à minha médica, a piscina e o Doce Gabito.

Deixei a “salada” de lado, mergulhei nos “ensinamentos do doce Gabito” e atravessei a porta aberta…

“Porta fechada não tem graça. É parede. Parede metida a besta. Parede com maçaneta, fechadura e chave. Porta encostada é parede indecisa, que às vezes vai e às vezes fica. Porta aberta, não. Porta aberta é vazio. Vazio que me deixa passar naturalmente. …..”

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3 opiniões sobre “Doce Gabito

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