Minha mãe não vai pro céu! (Diálogos com a vovó – Helena)

– vovó? Quem é esse bebê aqui no seu colo?

– é o Rafael! Foi o primeiro filhinho da vovó!

– o primeiro? Ele nasceu primeiro que a mamãe?

– sim! Igual a você, que nasceu primeiro que o Gustavo! Era o irmãozinho mais velho da sua mãe. Seu tio. Que nem a tia Verônica, que é irmã do seu pai.

– hããã!!!!

– só que ele ficou muito doentinho quando era pititico e morreu!

– ele foi lááá pro céu?

– eu acho que sim!

– igual a tia Dida?

– é!!!! Igual a tia Dida!

– é aí você ficou só com uma filha!!!!

– sim! Só com uma filha!!!

– a mamãe, né?

– é, meu amor! Só com sua mamãe!

(pausa no diálogo)

– ah tá! Mas a mamãe não vai pro céu de jeito nenhum, né vovó????

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O Réveillon da vovó (Diálogos com a vovó – Helena)

– vovó? Você vai na festa da tia Mari?

– vou não, meu amor!

– por que, vovó?

– a vovó não quer ir, não!

– vai ser legal, vovó! A mamãe vaaiii, o papaaaiii, o Guguuu!

– eu sei, meu amor! Vai ser muito legal! Mas a vovó não quer ir não!

– vai ter fogos de artifício, vovó!!! É muito legal fogos de artifício!!!

– é muito lindo mesmo!!!!

– você não quer ir, por que tem medo de fogos de artifício?

– nãããooo!!!! A vovó não tem medo não, Helena! Sabe o que que é? A vovó não gosta muito de festas!!! Ela não gosta muito de sair à noite! Eu vou ver os fogos pela televisão, deitadinha na minha cama!!

– êêê, vovóóó!!!! Você gosta mesmo é de dormir, né????

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“Um feliz 2018 a todos vocês meus leitores e amigos!!!! E boa festa!!!!”

 

Por um mundo mais fraterno e solidário.

Eu não sou católica, embora tenha sido batizada na igreja católica, minha família ser toda católica. Durante muitos anos frequentei missas e igrejas.

Hoje, não sigo nenhuma religião, mas respeito, sinceramente, a fé e opção religiosa de cada um.

Mas o Papa Francisco sempre me comove e me ensina em suas homilias.

Para aqueles que não ouviram ou não leram, deixo aqui suas palavras na homilia do Natal.

Os chefes de Estado do mundo todo bem que poderiam escutar e “ouvir” o que disse o Papa Francisco neste 25 de dezembro.

“MENSAGEM URBI ET ORBI
DO PAPA FRANCISCO
NATAL 2017
Sacada Central da Basílica Vaticana
Segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Em Belém, da Virgem Maria, nasceu Jesus. Não foi por vontade humana que nasceu, mas por um dom de amor de Deus Pai, que «tanto amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16).
Este acontecimento renova-se hoje na Igreja, peregrina no tempo: a fé do povo cristão revive, na liturgia do Natal, o mistério de Deus que vem e assume a nossa carne mortal, fazendo-Se pequenino e pobre para nos salvar. E isto enche-nos de comoção, porque é demasiado grande a ternura do nosso Pai.
Os primeiros, depois de Maria e José, a ver a glória humilde do Salvador foram os pastores de Belém. Reconheceram o sinal que lhes fora anunciado pelos anjos e adoraram o Menino. Aqueles homens, humildes mas vigilantes, são um exemplo para os crentes de todos os tempos que, diante do mistério de Jesus, não se escandalizam da sua pobreza, mas, como Maria, fiam-se da palavra de Deus e, com olhos simples, contemplam a sua glória. Perante o mistério do Verbo encarnado, os cristãos de toda a parte confessam, com as palavras do evangelista João: «contemplamos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade» (1, 14).
Hoje, enquanto sopram no mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino convidando-nos a reconhecê-Lo no rosto das crianças, especialmente daquelas para as quais, como sucedeu a Jesus, «não há lugar na hospedaria» (Lc 2, 7).
Vemos Jesus nas crianças do Médio Oriente, que continuam a sofrer pelo agravamento das tensões entre israelitas e palestinenses. Neste dia de festa, imploramos do Senhor a paz para Jerusalém e para toda a Terra Santa; rezamos para que prevaleça, entre as Partes, a vontade de retomar o diálogo e se possa finalmente chegar a uma solução negociada que permita a coexistência pacífica de dois Estados dentro de fronteiras mutuamente concordadas e internacionalmente reconhecidas. O Senhor sustente também os esforços de quantos, na Comunidade Internacional, se sentem animados pela boa vontade de ajudar aquela martirizada terra a encontrar – não obstante os graves obstáculos – a concórdia, a justiça e a segurança por que há muito aguarda.
Vemos Jesus no rosto das crianças sírias, ainda feridas pela guerra que ensanguentou o país nestes anos. Possa a Síria amada encontrar, finalmente, o respeito pela dignidade de todos, através dum esforço concorde por reconstruir o tecido social, independentemente da pertença étnica e religiosa. Vemos Jesus nas crianças do Iraque, ainda contuso e dividido pelas hostilidades que o afetaram nos últimos quinze anos, e nas crianças do Iémen, onde perdura um conflito em grande parte esquecido, mas com profundas implicações humanitárias sobre a população que padece a fome e a propagação de doenças.
Vemos Jesus nas crianças da África, sobretudo nas que sofrem no Sudão do Sul, na Somália, no Burundi, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana e na Nigéria.
Vemos Jesus nas crianças de todo o mundo, onde a paz e a segurança se encontram ameaçadas pelo perigo de tensões e novos conflitos. Rezamos para que se possam superar, na península coreana, as contraposições e aumentar a confiança mútua, no interesse do mundo inteiro. Ao Deus Menino, confiamos a Venezuela, para que possa retomar um confronto sereno entre os diversos componentes sociais em benefício de todo o amado povo venezuelano. Vemos Jesus nas crianças que padecem, juntamente com suas famílias, as violências do conflito na Ucrânia e as suas graves repercussões humanitárias, e rezamos para que o Senhor conceda, o mais depressa possível, a paz àquele querido país.
Vemos Jesus nas crianças, cujos pais não têm emprego, provando dificuldade em oferecer aos filhos um futuro seguro e tranquilo; e naquelas cuja infância foi roubada, obrigadas a trabalhar desde tenra idade ou alistadas como soldados por mercenários sem escrúpulos.
Vemos Jesus nas inúmeras crianças constrangidas a deixar o seu país, viajando sozinhas em condições desumanas, presa fácil dos traficantes de seres humanos. Através dos seus olhos, vemos o drama de tantos migrantes forçados que chegam a pôr a vida em risco, enfrentando viagens extenuantes que por vezes acabam em tragédia. Revejo Jesus nas crianças que encontrei durante a minha última viagem ao Myanmar e ao Bangladesh, e espero que a Comunidade Internacional não cesse de trabalhar para que seja adequadamente tutelada a dignidade das minorias presentes na região. Jesus conhece bem a tribulação de não ser acolhido e a dificuldade de não ter um lugar onde poder reclinar a cabeça. Que o nosso coração não fique fechado como ficaram as casas de Belém.
Queridos irmãos e irmãs!
Também a nós é indicado, como sinal do Natal, «um menino envolto em panos» (Lc 2, 12). Como a Virgem Maria e São José, como os pastores de Belém, acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus feito homem por nós e comprometamo-nos, com a sua graça, a tornar o nosso mundo mais humano, mais digno das crianças de hoje e de amanhã.

A vós, queridos irmãos e irmãs, congregados de todo o mundo nesta Praça e a quantos estão unidos connosco, nos vários países, através do rádio, televisão e outros meios de comunicação, dirijo cordiais votos de Boas Festas.
Que o nascimento de Cristo Salvador renove os corações, suscite o desejo de construir um futuro mais fraterno e solidário, conceda alegria e esperança a todos. Feliz Natal!”

Saudade que nunca passou!

Dos meus 9 aos 13 anos, mais ou menos, os finais de ano eram verdadeiros pesadelos pra mim.
Nessa época eu morava no Lago Sul e a diversão era ir pra casa das minhas amigas e brincar na rua.
Não tinha quase nada pra se fazer por lá.
Chegava o fim do ano, as aulas terminavam, as férias duravam três meses, se aproximava o Natal, Réveillon, e meu coração já começava a se fechar.
Todas as minhas amigas viajavam. Umas, antes mesmo do Natal. Outras, só passavam o Natal em casa com a família e depois viajavam pra casa de parentes que moravam em outras cidades. E só voltavam quando as férias terminavam.
Eu nunca viajava, não era sócia de nenhum clube pra ir, minhas amigas já tinham zarpado e eu não tinha nada pra fazer.
Pegava um calendário e ia riscando cada dia que se passava. Aquilo me dava a sensação de que estava mais perto o dia delas voltarem e minha vida voltaria ao normal.

Eu não gostava nem um pouco e continuo sem gostar dos finais de ano.

Até hoje, quando vai se aproximando o Natal e o Réveillon eu tenho uma sensação esquisita. Parece que o ar fica pesado em cima de mim. Meu coração aperta e eu sinto um vazio enorme. Isso só passa quando também passam as festas de fim de ano.

Acho que é a saudade das minhas amigas que nunca mais passou….

 

 

Afinal, o que é espiritualidade?

No dia em que eu dei a entrevista sobre “superação”, sobre a qual eu falei aqui outro dia, me foi perguntado como eu lidava com a “espiritualidade”.

Eu respondi que, pra mim, “espiritualidade” nada tem a ver com alguma religião, com rezas, orações, com algum ser divino externo a mim.

A “espiritualidade” tem a ver com minha forma de viver. Como eu ajo com meus semelhantes, como eu vejo o outro, como eu conduzo minha vida, meus atos, meus pensamentos. Enfim, eu disse, eu procuro, a cada dia, ser um ser humano melhor, ter o meu interior sereno, tranquilo, alegre. Pra ter essa tranquilidade e alegria, eu procuro sempre ser mais compassiva, mais amorosa e levar minha vida com dignidade.

Não sei o que é “espiritualidade” pra cada um de vocês. Pra mim, é isso.

Hoje, eu recebi uma mensagem de uma grande amiga que, me parece,  diz, exatamente, o que eu quis dizer para a entrevistadora, no dia do meu depoimento.

Vou deixar aqui pra vocês.

“Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama.
Leonardo Boff explica: “No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
*- “Santidade, qual é a melhor religião?*” (Your holiness, what`s the best religion?)
Esperava que ele dissesse: “É o budismo tibetano” ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou: *”A melhor religião é a que mais te aproxima do Infinito. É aquela que te faz melhor.”*
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar: – “O que me faz melhor?”
Respondeu ele: -“Aquilo que te faz mais compassivo” (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz *mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável… Mais ético…*A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião…”
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável…
Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se tem ou não tem religião. *O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo…*
Lembremos:”
*O Universo é o eco de nossas ações e nossos pensamentos”.*
A Lei da Ação e Reação não é exclusiva da Física. Ela está também nas relações humanas.
Se eu ajo com o bem, receberei o bem. Se ajo com o mal, receberei o mal.
Aquilo que nossos avós nos disseram é a mais pura verdade: “terás sempre em dobro aquilo que desejares aos outros”.
*Para muitos, ser feliz não é questão de destino. É de escolha.*”

Saindo da saia justa (Diálogos com a vovó – Gustavo)

– minha priminha Naomi não brincou comigo, vovó!

– é porque ela é muito pequenininha, Gu! Ela só tem 20 dias!

– é!!! Quando ela crescer eu vou ensinar pra ela o Hino do Flamengo e vou brincar com ela.

– pois é! Ela é tão pequenininha que ainda mama no peito da mamãe dela! O Gu já é grande! Não precisa mais mamar no peito da mamãe, né?

(olhando pensativo pra frente)

– vovó! Eu não consigo ainda abrir aquele portão ali!

– não? E por que você não consegue abrir aquele portão?

– é porque eu sou pequenininho, vovó!!!!!!!

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Futebol, uma paixão!!!!

Eu adoro futebol. Já falei disso aqui.
E eu gosto de tudo. De assistir aos jogos daqui do Brasil, aos campeonatos de fora, as mesas redondas, entrevistas com jogadores… Assisto a tudo.
Além da alma alegre da minha mãe, eu herdei dela o gosto pelo futebol. Mamãe adorava futebol e, como eu, assistia tuuuudo!!!
É engraçado quando eu digo isso pras mulheres:
– Sério??? Elas sempre perguntam. Me acham um ET…
Apesar de eu ser mineira, eu sou Flamenguista.
A explicação pra isto é que cheguei em Brasília muito novinha, com 9 anos, e a capital do país estava sendo transferida do Rio pra cá.
Então a maioria dos meus amigos era carioca. E, obviamente, flamenguista…(risos)

Aqui em casa, tirando o meu genro, Adriano, que adora ser vice, todo mundo é flamenguista. Já nascem com essa qualidade!!!

Ser flamenguista é, no mínimo, curioso.
Sabem por quê?
Porque existem os flamenguistas e os anti-Flamengo. Assim se divide as torcidas deste país. É sério, gente! Se a criatura não for flamenguista, prefere se lascar do que torcer pro Flamengo.

Agora, nesta reta final do Brasileirão, a coisa ficou preta pro lado dos vascaínos e atleticanos.
Estão dependendo da vitória do Flamengo na Sul Americana, pra entrarem na Libertadores!
Xiiii!!!! Tá um Deus nos acuda!!!

Meu sobrinho, que é atleticano, já me falou:
– Prefiro ficar fora da Libertadores do que torcer pro Flamengo…
Não é curioso? Eu acho!!!!

Ontem eu estava assistindo a um programa na TV e achei interessante e muuuuito bem humorado o comentário de um vascaíno.
– eu não vou torcer pro Flamengo, nuncaaaa!!!Eu vou torcer pro Independente ser vice na Sul Americana!!!

Bem humorado o rapaz!!!

Eu vou deixar aqui uma sugestão pros vascaínos e atleticanos: vistam uma camiseta bordada. Ou FlaVasco ou FlaGalo e torçam ardorosamente pro Flamengo ganhar a competição. Só pra vocês sentirem o gostinho, pelo menos uma vez, do que é torcer pro Mengão!!!

Futebol é mesmo uma paixão!!!!!

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