Não devia crescer!!!!

A fase em que Helena está é uma delícia!!!!

Eu só não digo pra ela que ela não pode crescer porque, segundo minha mãe, a responsável pelos meus 1 metro e 52 centímetros (faço questão absoluta destes 52cm) é da minha vó. Mãe da mamãe.

Dizem que eu era muito engraçadinha e muito espevitada quando criança. E minha vó sempre dizia pra mim:

– ah menina!!!! Você não pode crescer!!!

E aí, deu no que deu!

Helena escreveu, pela primeira vez, sozinha, sem ninguém ver, o nome dela.

HELENA

Depois nos mostrou.

Espanto geral!

– Helena, quem escreveu isso?

– eu!

– sozinha?

– sim!

– e o que que tá escrito aí?

– o meu nome!  Helena Lacerda de Oliveira Pinheiro!

Não é uma delícia, gente?

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Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida…

Li e gostei muito!

Compartilho com vocês

“Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser. Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro. Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu.

De quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse, de certo gostaria de experimentar. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências. Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava totalmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e clarear sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples “I Miss You”, ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades, porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.

Sentir saudades, é sinal de que se está vivo e a vida, mesmo com tantas saudades, depois dos amigos, é o bem maior que possuímos.”

(Texto atribuído à Clarice Lispector, mas as fontes são imprecisas)

Não basta ser vovó…. (Diálogos com a vovó)

– Helena, você bateu no Gustavo?

– não bati não, vovó!

– mas ele está chorando e falando “Nenena bateu”!

– eu não bati. Só empurrei!

– mas por que você empurrou seu irmão, Helena?

– porque eu disse pra ele que aqui era o palco. Eu estava fazendo um teatro. Ele tinha que ficar lá pra assistir. Ele não ia. Eu falei muuuitas vezes, vovó! Aí, eu empurrei ele pra ele sentar, e assistir!

– mas, meu amor! Eu já não te expliquei que o Gu é muito pequenininho e não entende direito o que você fala pra ele?

– então você pode fazer uma coisa, vovó?

– posso. O quê?

– explica pra ele que ele tem que entender o que eu falar pra ele????

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Dica de Beleza (Diálogos com a Vovó)

– Ai, Helena! Vamos sair daqui que tá muito calor!!!

– o que é calor, vovó?

– uai, Helena! Como assim? Calor é quando está muito quente!!!

– e a gente fica suando?

– é! Você nunca sentiu calor não, é?

– já sim, vovó! Mas eu adoooro ficar sentindo calor e suando…

– pois a vovó não gosta nem um pouco de calor e muito menos de ficar suando!!!

– mas vovó! Sabe porque que eu gosto de ficar suando? É porque suar faz muuuito bem pra pele, sabia???IMG_1644.JPG

Todos nós temos estrelas no céu

Claro que esta charge, abaixo, foi feita em homenagem a Marisa, esposa do Lula, pela sua morte.

Mas quando eu bati os olhos nela, eu chorei, e me vi ali estampada , no lugar daquele homem.

Há muitos anos eu olhava pro céu, à noite, e ficava pensando qual daquelas estrelas seriam meus dois filhos que partiram tão precocetemente deste mundo, e deixaram dois vazios na minha alma.

Com o tempo, se juntaram a essas duas estrelas, outras duas, minha mãe e meu pai.

Hoje, eu olho pro céu, à noite, e fico  perguntando à imensidão do universo: qual é a constelação dos meus amores ausentes?

E, vendo esta charge, eu disse, em voz alta, pra mim mesma:

– é….. todos nós temos estrelas no céu!!!!

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Chegamos ao fundo do poço?

“Sem ética, não há medicina

O que seria a arte médica? Seria uma mera busca pela cura dos males que acometem o homem? Não, a medicina é muito mais do que isso. A medicina e o seu agente – o médico – demandam outras coisas que vão além desse olhar simplório e reducionista.

Para exercer a medicina, são necessários outros valores humanos e éticos. Sem eles, não há médico e, muito menos, medicina. A ética é vinculante para que a medicina aconteça. Nessa lógica, a busca pelo agir certo e a necessidade de ser virtuoso, frente ao outro, é imperativo. Esse outro, que se encontra adoentado, precisa ser respeitado em todas as suas dimensões. Esse outro, que espera do médico proteção, nunca poderá ser atacado na sua essência humana. É função inata do médico e da medicina garantir tudo isso. Ser protetor independente de quem esteja necessitando de proteção. Essa condição vem muito antes do diagnóstico e do tratamento. Se essa função não for alcançada, para o que serviriam os atos de diagnosticar e tratar?

O médico não deve, em hipótese alguma, colocar sua vertente ideológica e política diante de um paciente que padece. Isso é um absurdo! Infelizmente, a sociedade vem alimentando isso. Lembremos da pergunta que “viralizou” nas mídias sociais e na internet: “quem você salvaria primeiro? O policial ou o traficante?

A questão não é essa. Na verdade, nunca foi. Contudo, de forma decepcionante, essa tem sido a toada do momento. Se o médico, ao tratar alguém, usar isso como crivo de conduta e de postura, ele não deveria ser médico. Se essa lógica prevalecesse, estaríamos presos ao bizarro. Imaginem vocês que fossem criadas emergências médicas para atender “comunistas” e “direitistas”. E que cada uma não atendesse aqueles pacientes de outra ideologia que chegassem e necessitassem de acolhimento. Imaginem, ainda, que algum médico de ideologia “X” recebesse um paciente importante da ideologia “Y”. Por ser de ideologia oposta a dele, o médico não acolhe de forma adequada esse paciente e acaba por vazar, publicamente, exames dele além de, por meio das mídias sociais, desdenhar e desejar o pior para ele.

Seria isso a medicina? Não, meus caros leitores, a medicina nunca foi, é e nunca será isso. Na verdade, estamos diante de um “fake” pouco ético e equivocado. O médico e a medicina não enxergam pela lente política e ideológica. Eles, simplesmente, enxergam pelos olhos da bondade, do humanismo e, sobretudo, da ética.”

Régis Eric Maia Barros
Médico Psiquiatra

Respeito à dor do outro

Morre Marisa, esposa do Lula.

Leio em redes sociais comentários absurdos, fico sabendo de buzinaços, manifestações de alegria pela morte da esposa do Lula.

Isso tudo me gera uma tristeza infinita, uma descrença no ser humano, uma angústia muito grande de perceber o mundo em que eu vivo, o mundo onde meus netos vão viver.

Para quem me lê há pouco tempo e não sabe, sou petista, por ideologia, sempre votei no PT, por acreditar que o partido poderia fazer política para os mais desafortunados, para os excluídos.

Assistindo, atônita, a essas manifestações de ódio, me lembrei de quando o Alckmin perdeu seu filho.

Quando fiquei sabendo da notícia, a única coisa que me veio à mente foi a dor daqueles pais.

Pouco me importou, naquele momento, de que partido era o Alckmin.

“Orei” para que a paz, a serenidade, a aceitação invadissem os corações de toda aquela família….