Proncovô????

Eu ontem fui entrevistada pelo IBOPE. Aêêê!!!! Depois de 64 anos eu fui entrevista por um instituto de pesquisa!!!!!

A pesquisa era sobre a situação política atual do país.

Eu pensei cá com meus tico e teco: ihhhh não vai prestar!!!!

E aí, depois das perguntas básicas, tipo idade, instrução, etc., vieram as perguntas que eu tava doida pra responder:

– a senhora está satisfeita com o governo atual?

– não!

– a senhora acha que piorou ou melhorou depois do impeachment?

– depois do golpe, o senhor quer dizer, né? Claro que piorou!!!!

– a senhora concorda com as reformas que estão sendo feitas?

– com essas barbaridades que estão estão sendo feitas, né? Claro que não concordo! Não sou doida!!!

– qual desses veículos de comunicação a senhora usa para se informar sobre política: TV, revistas impressas, rádio, blogs, redes sociais?

– bom, na TV eu só vejo futebol e filmes, porque essas emissoras só desinformam e manipulam e mentem. Revistas, com raras exceções, são folhetins que cumprem o mesmo papel das TVs. Rádio, só pra ouvir música. Me informo nos blogs DE ESQUERDA e redes sociais.

………..

– a senhora confia no presidente?

– no golpista? Não!

– no Poder Executivo?

– não.

– no Poder Legislativo?

– não.

– na PGR, no MP, na PF?

– não!

– na imprensa?

– vixe!!!!!!!! Não!!!!!

…..

– muito obrigada, boa tarde!

– de nada, boa tarde!

Terminada a entrevista, eu peguei meu carro e fui pra casa.

Me bateu  um aperto no peito, uma tristeeeza e eu pensei em voz alta:

– caramba, eu não confio no presidente, não confio no poder judiciário, não confio no poder legislativo, não confio na PGR, não confio no MP, não confio na PF, não confio na imprensa do meu país!!!!

Quequieutofazendo aqui???????

Vovó prestigiada! (Diálogos com a vovó)

(Para quem não anda envolvido com o mundo das fantasias, Ladybug é uma super-heroína. A personagem que se transforma em Ladybug se chama Marinete. Marinete mora em Paris. Helena é apaixonada pela Marinete – já até cortou, ela mesma, os cabelos pra ficar parecida com a Marinete. E, claro, pela Ladybug. De quebra, se apaixonou por Paris, a cidade da Marinete!!!!!)

– Helena! Seu avó me disse que você quer passar seu aniversário de 5 anos em Paris, é isso mesmo?

– sim, vovô! Eu quero! Na cidade da Marinete!

– então a vovó vai levar você pra passar seu aniversário de 5 anos em Paris, tá bom, meu amor?

– tá bom, vovó! Eu te convido, tá?

 

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Eu!

Existe texto que parece que foi a gente que escreveu, não existe?

Esse é um:

“Eu, modo de usar:

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar… deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… experimente me amar!” (Martha Medeiros)”IMG_2280

Sobre os felizes

 

“Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho…”

( Socorro Acioli – Escritora)

Parabéns meu menino sapeca!

Hoje é o dia dele!!!!

Do meu galeguinho, que enche minha casa de barulho, de movimento, de alegria e de muitas risadas!

Hoje é o dia do meu pititico que grita o dia inteiro “vovó” pela casa e que enche minha alma de amor e de entusiasmo!

Parabéns meu netinho adorado!

Obrigada pela alegria que você me dá! Obrigada pelo seu jeito sapeca, carinhoso, dengoso, que me faz tão feliz!!!!

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Vamos chamar pelos nomes corretos?

 

…… E agora chegou a vez do Gustavo, que completa dois aninhos este mês.
No carro com a mamãe:
– não pode fazer assim. Tá bom, filho?
– filho não. Gugu.
– ah, é, agora tenho que te chamar de Gugu?
– Gugu não. Gustavo.
– mas eu sou sua mãe, filho.
– mãe não. LuanaIMG_2189